14/08/2017

Série: Rangers Ordem dos Arqueiros Livro 1

Ruínas de Gorlan (Rangers Ordem dos Arqueiros #1)


Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.

Fonte: Skoob

Foi um grande prazer poder reler essa obra, ela me encantou profundamente desde a primeira vez que li, e foi a primeira indicação de livro que o Felipe me fez.

John Flanagan foi muito feliz ao escrever essa série, e demonstrou que um bom autor não precisa necessariamente usar vocabulário difícil e um mundo complexo para criar uma boa história. Sem fugir da proposta do gênero infantojuvenil ele fez uma história leve, bem estruturada, apaixonante e uma aventura com gostinho de coisa nova dentro de um tema muito explorado. Tenho mais uma série desse autor na minha lista, mas antes pretendo terminar essa. Hehehe

Ruínas de Golan é o primeiro livro de 12 volumes, e antes de se desesperar com a quantidade de livros, saiba que por ser um livro infantojuvenil não é uma leitura demorada ou densa, é possível terminar 1 em poucas horas, esse mesmo levei menos de 5 horas para ler ele todo.

Para ver as outras opiniões dos integrantes do clube Pena, tinteiro e papel sobre esse livro é só ler as resenhas do Mateus, Felipe e da Giani.


Crianças que perderam seus familiares são acolhidas sob a proteção do barão de Redmont até completarem 15 anos, onde poderão ter uma chance de serem escolhidos como aprendizes de algum mestre de ofício à serviço do rei e do barão, podendo assim ter uma chance de não acabarem a vida como camponeses.

Will é um órfão criado no castelo como um desses protegidos do barão, ele sonha em ser escolhido como aprendiz da escola de guerra, onde se treina para ser cavaleiro, e se tornar um herói, porém Will é franzino, baixo e podemos dizer que um tanto fracote. Suas habilidades são diferentes das necessárias a um guerreiro, são mais furtivas, mas quem disse que isso é empecilho para alguém ser um grande herói? \o/

Esse primeiro livro é uma caminhada de descobertas, principalmente para o Will, mas há também o Horace, um outro órfão que é o oposto de Will e com certeza será escolhido para a escola de guerra. Os dois aprenderão que força e tamanho não é tudo, muito trabalho duro, dedicação, observação e habilidades lapidadas da maneira correta são a verdadeira chave para se construir um homem com atitudes dignas de serem lembradas.

Will é recusado na escola de guerra, como o esperado, e é convidado para ser aprendiz de Halt, um arqueiro do rei, com expressão fechada, um olhar aguçado e uma inteligência impressionante. Os arqueiros seriam o serviço de inteligência atual, eles tem o dever de andar pelo reino mantendo seus olhos e ouvidos bem atentos para qualquer informação útil que possa proteger o reino de um ataque surpresa. Não que o Will soubesse disso quando foi escolhido, ele tinha mil dúvidas por sempre ouvir que os arqueiros eram misteriosos e feiticeiros, capazes de se tornarem invisíveis.

Halt com o seu jeito peculiar de cuidar de um aprendiz, (detalhe que adoro o Halt, praticamente um tsundere, frio e indiferente por fora mas um doce por baixo daquela cara sisuda. hahaha), tem o dever de ajudar o Will a perceber que suas habilidades, que muitos considerem ruins e inúteis, podem ser a vantagem dele se aprimoradas com cuidado, sua altura pequena, sua agilidade, sua curiosidade podem sim se tornar armas mortais se utilizadas da maneira certa, Então começa o treinamento dos dois, e junto a construção de um respeito, amizade, laços fortes, quase como pai e filho. Já Horace também vai amadurecer e descobrir que nem sempre ser o valente ou fazer o certo é o bastante, e que a amizade verdadeira pode vir de onde menos se espera.

Nesse livro temos a introdução do mundo, o início da jornada do herói, começamos a conhecer o inimigo e o que ele planeja. O vilão foi apenas citado, mas pelo pouco que ele aparece podemos perceber que nos próximos livros ele dará muito trabalho para os personagens principais. Desde o primeiro capítulo podemos perceber que uma guerra está pra explodir, agora só falta saber quem estará mais preparado.

Como todo livro infantojuvenil, esse também passa uma mensagem, uma lição de vida, cada um tem seu valor, não importa se você não tem o que os outros achem que é o mais importante para o sucesso. Outra lição é que nem sempre o que sonhamos é o melhor pra nós, se dê a chance de tentar uma coisa diferente, olhe à sua volta e veja aquilo que mais se adapta a você, pois a felicidade pode vir e de repente não podemos mais nos imaginar fazendo outra coisa. E tudo isso é passado na simplicidade, talvez a genialidade esteja exatamente aí, não há plot twist, soluções mirabolantes nem nada disso.


Na verdade queria muito me aprofundar nas coisas que me encantaram no livro, na relação do Will com o Halt, Horace e Gilian, nas armas e técnicas de batalhas, principalmente sobre os cavalos dos arqueiros, que são um espetáculo à parte, (me fez ter muita vontade de ter um pônei apesar de saber que com certeza não seria como o Puxão. Hahahaha). Não podendo deixar de comentar sobre as criaturas mágicas que estão nos livros, na pedra da flauta (partezinha intrigante essa) em como o mundo e o reino se organizam. Por dois motivos não vou fazer isso, primeiro, porque o texto ia ficar gigante e cansativo e segundo, porque ler e conhecer isso pelo autor será uma experiência muito mais prazerosa. Hauhauhauhau

Então finalizo aqui esperando ansiosamente para ler o segundo livro. XD

10/07/2017

O Protegido - Ciclo Das Trevas - Vol. 1


Assim que a escuridão cai, os demônios corelings aparecem em grande quantidade, gigantes de fogo, madeira e rocha famintos por carne humana. Depois de séculos, os humanos definham com o esquecimento das marcas de proteção. Arlen, Leesha e Rojer, três jovens que sobreviveram aos ataques demoníacos, atrevem-se a lutar e encarar o perigo para salvar a humanidade. Em “O Protegido”, a humanidade cedeu a noite aos corelings e são poucos que ainda conseguem se esconder atrás das proteções mágicas, rezando para que elas os conduzam para mais um dia. Conforme os anos passam, as distâncias entre as pequenas vilas se aprofundam. Parece que nada pode deter os demônios ou aproximar a humanidade novamente. Arlen, Leesha e Rojer, crianças nascidas nesses pequenos vilarejos hoje isolados, não se conformam com essa situação. Um Mensageiro ensina ao jovem Arlen que o medo, mais que os demônios, tem paralisado a humanidade. Leesha vê a sua vida perfeita ser destruída por uma simples mentira e se torna uma coletora de ervas para uma velha mulher, mais temida que os demônios da noite. E a vida de Rojer muda para sempre quando um menestrel viajante chega à sua cidade e toca seu violino. Mas estes três jovens carregam algo em comum. São todos teimosos, que não se rendem à realidade imposta a eles e sabem que há muitos segredos e mistérios no mundo além do que lhes contaram. Para descobrir isso, eles terão que se arriscar, abandonar suas proteções seguras e encarar os demônios de frente. Juntos, os três podem oferecer à humanidade uma última, e fugaz, chance de sobrevivência. A impressionante estreia de Peter V. Brett – um dos mais aclamados autores de fantasia dos últimos anos – é uma aventura fantástica que cativa e emociona o leitor ao conduzi-lo a um mundo de demônios, escuridão e heróis. Uma bela metáfora sobre o medo e como precisamos confrontá-lo todos os dias para não deixar que ele nos domine e conduza a nossa vida.

Sinopse da Saraiva

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Primeiramente quero falar que dessa vez temos novidades muito legais. Mais uma integrante se juntou ao nosso humilde grupo, e já chegou trazendo novidades. Hahaha 

Minha irmã, Giani, (sim é Giani com "i" no final e não Giane como costuma ser, porque eu não ia escrever errado o nome da minha própria irmã, né?... Hauhauhauhauah) já chegou perguntando sobre qual o nome do clube, e uma coisa que estávamos enrolando pra decidir desde o começo acabou se resolvendo por insistência dela... hehehe Porque sabem, né... Prezamos por evitar a fadiga.
ヾ(@^▽^@)ノ

Então te convido a dar uma passada no blog dela, o Dualidade Peculiar, e ver o post que ela fez sobre esse livro, além dos posts do Felipe e do Mateus. Agora todos fazemos parte do clube do livro Pena, tinteiro e papel(☆^O^☆) Vou confessar que adorei esse nome sugerido pelo Mateus, pois me remete à RPG, era medieval, como os primeiros livros eram escritos.

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Parando de enrolar, vamos falar sobre esse livro que me chamou muita atenção! Tenho que confessar que não terminei de lê-lo, (minha vida deu uma guinada, ficou meio de cabeça pra baixo uns tempos, e agora que vai começar a entrar nos eixos). Mas como amo spoiler, já corri pra saber tudo sobre ele, e ao fazer isso fiquei com muito mais vontade de ler do que antes. Essa semana vou voltar nele pois o segundo volume já está escalado para ser lido e logo, logo pinta uma resenha dele aqui também.

Então, para mudar um pouquinho vou escrever quais são minhas expectativas com o livro, o que gostei dos spoilers e o que quero muito ler.

Primeiro: a determinação do Arlen de mudar a sua realidade e lutar por aquilo que acredita. Quando fiquei sabendo o motivo pelo qual ele resolveu seguir o seu sonho, fiquei muito triste, por perceber que o gatilho foi uma tragédia e que isso o persegue pelo resto do volume. O remorso por não ter sido capaz de ser mais forte, mais corajoso, e com isso não ter conseguido proteger aquela que era mais importante pra ele me pareceu que vai dominar suas ações futuras. Acredito que o medo às vezes pode ser paralizador, mas e o medo de cometer os mesmos erros? Também não pode ser? Ao que me parece ele vai cometer enganos com medo de se tornar preso, se tornar importante para alguém e que alguém se torne importante para ele, e de não ser capaz de proteger alguém novamente. Isso está me chamando muita a atenção e está me motivando muito para voltar a ler.

Segundo: a história da Leesha. Pelo que fiquei sabendo, ela vai enfrentar todos por aquilo que acredita ser o correto, e apesar de sofrer muito por sua escolha, prefere a dor de ser verdadeira consigo mesma do que abaixar a cabeça e viver uma mentira. Seu orgulho (de maneira boa) será sua maior força, e com isso ela será capaz de dar a volta por cima.

Terceiro e mais importante: o mundo mágico da luta entre humanos e demônios. Já deixei bem claro que adoro histórias com demônios, normalmente leio mais mangás, e estou gostando muito de descobrir livros que abordam essa temática, de uma forma mais fantasia medieval do que bíblica. E essa luta que está me deixando com muita vontade de ler o livro e ter as questões respondidas: O que são esses demônios? Por que eles vem toda noite? Por qual motivo eles passaram tanto tempo sem vir? O que aconteceu antes e o que acontecerá agora? Quero muito ler pra ter essas minhas perguntas respondidas.  (๑・ω-)~♥”




01/05/2017

O Signo dos Quatro - Arthur Conan Doyle



O signo dos quatro traz Sherlock Holmes confiante como nunca, e irresistivelmente atraído pelas agruras de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. 

Com seu caro Watson, Holmes vê-se às voltas com uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa. 

Sinopse retirada da Amazon.





Ó quem está de volta com mais uma crítica literária!! \o/ 

O livro escolhido esse mês foi da maior lenda de todos os tempos, Sherlock Holmes! E para não perder o costume, aqui as resenhas do Felipe e do Mateus!!

Quando o Mateus indicou esse livro eu pensei: "Uia!! Até que enfim vou ler um dos livros dessa famosa série". Ao começar a ler, me diverti com as expressões antigas do livro, (nada que deixasse a leitura cansativa ou difícil), e com o jeitão arrogante do Sherlock, (que por sinal adoro, rsrs).

Mas qual não foi a minha surpresa quando comecei a perceber que algumas coisas da história não me pareciam tão... estranhas. Tinha déjà-vu em várias partes e essa sensação de que eu sabia o que ia acontecer... Mas foi lá pro final que realmente confirmei o que desconfiava, eu já tinha lido esse livro!!! o____O  (#-_-)


Pra eu ter apagado totalmente da memória que já o tinha lido é porque ele não me chamou a atenção na primeira vez, e continuou não me cativando depois de ter lido pela segunda vez. Não que ele seja ruim, ele apenas não me empolgou, não me fez querer ficar grudada no livro e não o largar até chegar o final.

Nesse livro o Sherlock compartilha seus pensamentos quase imediatamente com o Watson, narrando o que percebia enquanto verificava as pistas. Senti falta do mistério, do Sherlock só contar sua linha de pensamento quando praticamente tivesse resolvido o caso. A parte onde o "culpado" conta sua história é tão longa que tive muita vontade de pular, só não o fiz por honra ao acordo do grupo. (É eu tenho esses códigos de honra que só me ferram... hahaha)

Mas não posso negar que me diverti em várias passagens e me surpreendi em outras. Uma das mais engraçadas foi ver o Sherlock colocando o Watson pra dormir, (agora entendi o motivo de algumas pessoas shipparem esses dois. Hauhauhau), outra foi ver como o Watson se apaixonou perdidamente em tão pouco tempo (tenho muito medo do Watson agora.)  e como o "marinheiro" na casa do Sherlock me enganou nas duas vezes!! 

Eu realmente gosto do jeito sarcástico do Sherlock e de algumas tiradas do Watson também, a fala um pouco mais antiga deixou a situação melhor, apesar de uma linguagem não tão comum nos dias de hoje ela não foi nada difícil de acompanhar e/ou entender. Fiquei bem surpresa com a forma lógica que o Sherlock usou para justificar a sua disposição de se injetar cocaína, 
(foi a primeira vez que fiquei sabendo que isso podia ser usado assim. Rsrs) e com certeza os dois parágrafos finais foram os melhores do livro.

SPOILER

"A divisão parece bastante injusta", observei. "Você fez todo o trabalho neste caso. Eu arranjei uma esposa com ele e  Jones abocanhou o mérito; diga-me. o que sobra pra você?""Para mim". disse Sherlock Holmes, "ainda resta o frasco de cocaína." E estendeu sua mão branca e comprida para ele

(Agora pra saber qual a justificativa dele para esse... vício?! Te aconselho a ler o livro. XD)

Teve uma perseguição no rio Tâmisa, que fiquei imaginando como deve ter sido espetacular para a época que o livro foi lançado. Reconheço que para 1890 , a série de Sherlock Holmes revolucionou toda uma geração, mas hoje a fórmula foi tão aperfeiçoada que o original ficou meio previsível e um pouco monótono. Dou 3 de 5 estrelas, é um bom livro, mas não o leria de novo. (A não ser que esqueça que o li novamente... Ahuahauahuah)

18/03/2017

Primeiro Livro da Série "O Conjurador"


Depois de uma longa pausa por motivos de estudo e trabalho voltamos ao nosso planejamento inicial! Uhu!!! \o/  O primeiro livro da volta do clube foi escolhido por mim e como meu texto ficou gigante, vou deixar aqui no começo o convite para ver os posts do Felipe e do Mateus com suas opiniões.

Vamos lá, mas já aviso que haverá alguns spoilers, então cuidado.



Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.

Retirado do Skoob


Tenho que confessar que o que me chamou a atenção na sinopse desse livro foi a frase: "conseguiu invocar um demônio do quinto nível"! Como leitora assídua de mangás, li muitas histórias sobre Youkais e sempre gostei desse tema, então estava muito curiosa pra saber como ele iria tratar demônios e orcs nessa pegada de aventura medieval.



ABRA A SUA MENTE
Na cultura japonesa, demônios não são exatamente coisas ruins, podem ser monstros, animais ou entidades com forma humana, alguns são tratados como espíritos, mas muitos são criaturas sobrenaturais da mitologia asiática. No Brasil associamos muito o demônios com a bíblia e religião, ele se tornou sinônimo do Diabo, mas em muitas partes do mundo e principalmente na literatura fantástica, demônios são criaturas ou pessoas do submundo, isto é, de um mundo paralelo ao nosso. Essas criaturas podem ser malignas e usar os humanos como fonte de energia, ou apenas usar seus "poderes especiais" para  ajudar ou atrapalhar as pessoas.

No início não estava tão empolgada assim, comecei a ler com muito medo da história não me cativar ou ser muito infantil, apesar dela estar bem recomendada no skoob, mas o livro me surpreendeu, gostei do ritmo da história e da forma da escrita bem mais do que eu esperava. Ela não traz nada muito novo, a personalidade do personagem principal, a construção do enredo, é muito parecida com outras histórias do gênero. Ele é  órfão e praticamente persona non grata na sua cidade, o único que gosta dele é o ferreiro que o achou e acabou acolhendo-o e criando-o como seu filho. Apesar de inteligente, esperto e esforçado, sofre perseguição e boicotes do filho do homem mais rico da aldeia, por isso Fletcher sonha em se sobressair e dar o troco no mimado. Quando um forasteiro aparece e enfrenta o filho insuportável, Fletcher ganha a chance de sua desforra, mas esse episódio  também vai mudar seu destino.

Depois de invocar “acidentalmente” o demônio e ferir seriamente o seu antagonista, Fletcher se vê tendo de fugir. Ao chegar numa cidade acaba sendo alvo de dois ladrões, e ao tentar se livrar deles acaba encontrando duas pessoas importantes pra ele e para a história. O primeiro é um anão; e o segundo é um mago guerreiro que por sinal será um dos professores da Academia Vocans, este, ao ver que Fletcher tem um demônio que conjurou de maneira totalmente peculiar, o manda para a academia para conversar com o diretor e ver se ele pode estudar lá ainda aquele ano. A escola é em forma de internato, e alí ele conhecerá amigos que serão seus companheiros nas provações que passarão contra os nobres, pois segundo a tradição, somente os primogênitos dos nobres nascem capazes de controlar um demônio, e os plebeus são aceitos muito mais como um favor, uma grande oportunidade. Os plebeus são alvos de descaso e agressões verbais dos nobres, mas os que realmente sofrem com a discriminação são o aluno anão e a aluna elfa, estes são evitados por todos os demais alunos, menos Fletcher, que tende a enxergar o indivíduo e não sua raça, fazendo os demais plebeus do primeiro ano perceberem a mesma coisa.

A academia já foi muito próspera, mas como a guerra contra os orcs está cada vez mais complicada a escola perdeu financiamento, também por causa dela os estudos dos alunos foram adiantados para eles estarem no campo de batalha dois anos mais cedo. Muitas salas estão desativadas e somente os ambientes frequentados pelos nobres são mantidos sempre impecáveis. Há 3 matérias: o estudo dos demônios, a prática de controlar eles e o estudo e a prática de feitiços usando símbolos e a mana. "Mana é comumente interpretado como a "substância da qual a magia é feita", além de ser a substância que forma a alma. Essa força existiria não só nas pessoas, mas nos animais e objetos inanimados, instigando no observador um sentimento de respeito ou de admiração."

Outro recurso de roteiro muito encontrado em outras histórias é a diferença de conhecimento do personagem principal e do seu antagonista, que dessa vez é o filho do nobre mais poderoso do reino, excluindo a família real. Tarquin é o típico filho mimado e arrogante, se acha o dono de tudo e o melhor de todos, usa o poder e dinheiro da sua família para conseguir o que quer. Ele e sua irmã gêmea foram criados desde pequenos para serem os melhores, tanto que ganharam os melhores demônios que seus pais conseguiram capturar. A personalidade dos irmãos são bem parecidas com a do filho do homem mais rico da aldeia onde Fletcher cresceu e acredito que esse foi um dos grandes motivos para que Fletcher quisesse tanto ser melhor do que eles, mas ao contrário dos dois, ele só conta com sua força de vontade e determinação pois todos os nobres tem muito mais conhecimento sobre o mundo dos demônios que os plebeus. A esperteza do protagonista juntamente com sua sorte e engenhosidade conseguem fazer frente à força de seu antagonista, conseguindo assim um pouco de igualdade entre eles.

(O Mateus comentou que viu uma comparação entre Harry Potter e O Conjurador, eu percebi sim essa semelhança, muito mais porque eles usam do mesmo recurso de enredo. Fletcher e Harry tem personalidades bem parecidas, são corajosos e tem o senso de justiça apurado, isso acaba metendo-os em encrencas. Suas engenhosidades e sorte acabam compensando a falta de conhecimento e os dois terminam enfrentando desafios sem estarem realmente preparados. Os antagonistas também são muito parecidos, Tarquin e Malfoy poderiam ser irmãos pois compartilham da mesma arrogância e atitudes. Rsrs Mas as semelhanças param por aí, pois o mundo, as criaturas, a dinâmica são diferentes. Harry Potter com certeza é mais rico em detalhes do mundo, da escola e da magia em si. O Conjurador foi mais para o lado da fantasia medieval com um elemento diferente, que são os demônios.)

Mas agora eu vou falar sobre o que mais me chamou a atenção no livro. Como ele articulou as relações da nobreza foi uma feliz surpresa, me fez lembrar das aulas de história, consigo imaginar que os nobres reagiriam exatamente daquele jeito diante da realidade dos plebeus terem a capacidade de serem conjuradores. Conseguir controlar demônios foi uma técnica ensinada pelos elfos há muito tempo atrás, na primeira guerra contra os orcs, os elfos concordaram em ensinar os humanos em troca de proteção e assim a aliança foi feita. O autor não explica o motivo pelo qual só os nobres tem tal habilidade (ou eu esqueci o motivo… rsrs), mas ela é passada sempre para o primogênito de cada relação, confesso que fiquei bem confusa nisso, mas abstraí. Vou tentar explicar: Tanto o homem quanto a mulher podem ter vários filhos com a habilidade, desde que seja o primeiro filho do parceiro, ou seja, o homem pode engravidar mulheres diferentes e se for o primeiro filho delas, todos serão magos. Acontecendo o mesmo com a mulher, ela pode engravidar de parceiros diferentes desde que estes não tenham tido outros filhos.

Até alguns anos antes de Fletcher entrar na academia, ninguém nunca cogitaria a entrada de um plebeu na escola pois acreditavam que somente o primeiro filho herdaria o poder, então sempre houve o cuidado do primeiro filho ser legitimado pelo casamento. Até que houve um momento em que um órfão abandonado pela mãe e criado num orfanato roubou um jovem nobre que estava a caminho da academia, conseguiu ler o pergaminho de invocamento, dado pelo pai do jovem, e acaba conjurando seu próprio demônio. Na investigação de como esse plebeu poderia ter conseguido tal feito, descobriu-se que ele era um filho bastardo de um nobre, e que na região existiam vários casos iguais a este; o que colocou a esposa do nobre, e parente do rei, num escândalo, pois ficou comprovado que o marido a traía. Para evitar outros escândalos parecidos foi proibido testarem crianças órfãs para a habilidade de conjuração, permitindo somente os filhos de plebeus para aumentar a quantidade de magos no campo de batalha. (Me pergunto quantos desses plebeus desenvolveram a habilidade e quantos na verdade tem bastardos da nobreza entre seus antepassados. Rsrs) Esta é a história do primeiro plebeu na academia, que por sinal é um dos professores de lá atualmente, e sua relação atual com o pai e madrasta, com certeza é muito interessante, quero muito ver o desenrolar dela.

A nobreza está em constante luta para se manter no poder, apesar do título e do prestígio, eles se encontram em uma situação financeira complicada pois a economia está mudando com o surgimento de novas armas e recursos. Os anões inventaram as armas de fogo e a família Pasha tem em suas terras os metais e enxofre necessários para a fabricação da pólvora, a aliança desses dois os fizeram umas das fortunas mais proeminentes da época (isso me lembra tanto a burguesia e nobreza das aulas de história! XD).

Os demônios nesse livro são criaturas animalescas com características de animais conhecidos no nosso mundo. Eles têm classificações como dificuldade de controle, agressividade, habilidades específicas de defesa e ataque. Quando são invocados, desenvolvem uma ligação única com os magos, se tornando extremamente leais, mais parecendo bichos de estimação misturados com cães de guarda.

Como os magos se portam e usam suas habilidades é com certeza o ponto chave desse livro, além da história pessoal de Fletcher. Verdadeiros magos capazes de controlar sua mana pessoal para lançar feitiços de manipulação da natureza, escudos capazes de parar balas, invocar demônios, manter conexão com eles além de utilizar as manas dos demônios para aumentar sua força. Quero muito uma cena mais detalhada de um combate na guerra contra os orcs, ver todo a capacidade de um mago, principalmente de um experiente (pena que o Fletcher não teve o treinamento adequado que o preparasse para o que está por vir no resto da história). Os orcs não foram muito abordados nesse primeiro livro, então não vou fazer comentários sobre eles.

Mangá Chrome Breaker 
Para a execução da magia são necessárias inscrições desenhadas em material orgânico. A utilização de círculos mágicos  são bem conhecidas por mim, novamente por conta de animes e mangás, assim como esconder o demônio dentro do seu corpo por algum método, e fiquei muito feliz ao ver esses recursos presentes na história. Mas o que mais me surpreendeu foi uma semelhança com o mangá/anime Fullmetal Alchemist, nesse anime eles usam a alquimia como arma de combate; para que alquimia seja executada é necessário uma inscrição desenhada em algum lugar e elementos para que seja possível uma troca equivalente. No mangá/anime há um personagem que utiliza uma técnica semelhante a que Fletcher usou no final. Coronel Roy Mustang é capaz de manipular o fogo e para poder ser mais rápido no uso da alquimia ele deixa a inscrição pronta em uma luva e sempre à mão para ser utilizada.


"Usando uma luva especial com um círculo de alquimia, Roy Mustang cria uma fagulha de fogo com a fricção do dedo com a mão, e com o círculo ele controla o oxigênio, criando uma combustão seguida de uma explosão, a potência e distância que pode ter a explosão podem variar e serem controlados"







As cenas com o Coronel Mustang são tão fodas que foi impossível escolher 1 GIF apenas. Rsrs




Bom, deu para perceber que gostei do livro pelo tanto que eu escrevi. Rsrs O final quase me fez subir pelas paredes e quase tive um chilique pois queria iniciar o segundo livro imediatamente. Acredito que o final vai dividir opiniões pois não foi um tanto incomum, me lembrou final de capítulo de novela dramática tipo Avenida Brasil, Hauhauhau. (Apesar de noveleira, não assisti essa novela, mas os finais bombásticos e as caras congeladas de surpresa foi um fenômeno, mesmo quem não assistisse ficaria sabendo pois era assunto em todos os lugares). Eu recomendo o livro, apesar de sentir que ele poderia ser mais detalhado e mais explicativo sobre a magia e os demônios, quem está acostumado com livros adultos pode sentir falta disso, talvez a decisão do autor foi ter deixado o livro mais leve para os mais jovens, mas com certeza perdeu a chance de cativar um público mais maduro também. Entretanto, há alguns exemplos de autores que conseguiram fazer o balanço perfeito para cativar tanto o adulto quanto o infanto-juvenil.

13/03/2016

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

E a resenha dessa vez do clube do livro será de um livro que eu escolhi. \o/


"Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, 'O Ladrão de Raios' esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses."
Retirado do site da Saraiva.


Eu não lembro exatamente quando foi a primeira vez que li a série do Percy Jackson, fazia anos e eu já quase não lembrava dos detalhes do livro, as únicas coisas que ainda estavam nítidas na minha cabeça eram que: o livro era leve (por ser uma leitura juvenil) e que eu tinha gostado muito da maneira com que o autor conseguiu trazer, para uma adaptação, a mitologia Grega muito próxima dos verdadeiro mitos.

Primeiro vou falar um pouco da personalidade do Percy. Ele é um típico pré-adolescente, meio irritado, muito confuso, com uma grande vontade de se provar, um pouco atrevido e irreverente mas ainda com muito medo e inseguro. Ele foi feito para que essa turma bem jovem se identificasse e gostasse dele. Ele e a Anabeth se completam pois o que falta em um o outro tem de sobra, sem os dois a história não conseguiria fluir. Enquanto a Anabeth é uma pequena sabe tudo e estrategista, Percy fica com a parte impulsiva mas não menos perspicaz, ela pensa de mais e ele age mais que pensa... Hahaha

Eu já vi alguns filmes e seriados baseados nas lendas mitológicas gregas mas sempre me incomodava quando percebia que nas adaptações as lendas tinham sido tão alteradas que não continham quase nada do original. A primeira vez que li esse livro, fiz sem esperar nada, talvez por isso que ele me surpreendeu e me deixou com uma boa impressão, principalmente da maneira com que ele aborda os deuses e mitos gregos. O autor conseguiu criar uma história nos tempos atuais mas com os mitos praticamente intactos, criou a trama com a mescla de atualidade e mitologia e isso foi, com certeza, o que mais me chamou atenção.

Mas... nunca devemos esquecer de que é um livro juvenil, escrito para não ser complexo, nem longo, nem com formas de escritas muito elaboradas. É um livro que cumpre o que ele promete: uma aventura, com um grande toque de comédia e uma profecia de um herói para marcar época. Apenas vamos acompanhar a jornada desse herói até ele receber os louros.

O livro não é perfeito, uma coisa que me incomodou foi como ele é totalmente despreparado mas mesmo assim é jogado para se virar numa missão de vida ou morte, e as soluções aparecem muito fáceis, meio como sorte ou mágica. Mas consigo perdoar isso quando penso que, por ser exatamente assim que o meu filho provavelmente vai conseguir ler e gostar (daqui há alguns anos).

Uma dica muito importante, não assista o filme! É serio, gaste esse tempo fazendo uma coisa melhor. Rsrs
Se você não tem problemas com livros simples e despretensiosos, ou quer uma leitura curta e uma aventura divertida acredito que não vai se arrepender de ler essa série.

E sem esquecer que tanto o Felipe quanto o Mateus já fizeram as resenhas deles. =D  E hoje começa a leitura do próximo livro, o que será que o Mateus escolheu, heim... #surpresa #propróximopost

01/03/2016

Que Tal Aquela Partida de RPG?

Não é de hoje que me aventuro nessa dose de fantasia chamada de RPG, tem pelo menos 14 anos que fui apresentada a esse mundo de criatividade e a interpretação de um personagem. Minha primeira aventura foi no mundo de Tormenta, que por sinal gostava muito, e foi dessa época que surgiu o Alanna que carrego até hoje, mas a memória não me ajuda a lembrar do sistema usado no jogo. Rsrs

Mas joguei bastante mesmo depois que o meu eterno love/meu marido, resolveu aprender todas as regras de D&D4 e criamos um grupo para algumas aventuras. Sempre joguei como player, e na única vez que tentei mestrar me perdi bonito com a quantidade de players para administrar. Hahaha

Foto da mesa da nossa GameDay
Já era uma promessa antiga fazer uma Gameday para apresentar o conceito do RPG para o Felipe, Mateus e o Fábio, o problema é que com o tempo mais apertado, muito trabalho por fazer, o meu mestre favorito não estava podendo assumir esse compromisso, então restava a mim, criar coragem para mestrar alguma coisa para eles.

Depois de muito protelar, agora em janeiro e fevereiro fizemos a tão prometida GameDay, foram dois dias e dei sorte que no primeiro dia o meu marido podia mestrar, mas no segundo foi por minha conta, e é sobre isso que resolvi falar aqui.

Eu nunca fui uma player muito interpretativa, e como mestre percebi que aconteceu a mesma coisa. Diferente do Nandu, que entra na cabeça do personagem e faz caras e bocas, vozes e gestos, eu fui uma mestre mais contida, até mais perdida com a ficha de monstros. Ao mesmo tempo sei que isso pode se melhorar com o tempo e experiência, mas teve 3 coisas que eu tive mais dificuldade de lidar que vou listar aqui.


1- Improvisação

Por mais que o jogo tenha um roteiro, as escolhas e atitudes dos jogadores são bem imprevisíveis, e ter a imaginação e raciocínio rápido para contornar situações e responder perguntas  foi uma das coisas que mais me pegaram enquanto mestrava. Afinal eu precisava lidar com isso sem contar o destino da história e ao mesmo tempo dar as respostas que fossem condizentes. Nisso entra também a interpretação dos monstros e NPCs, que simplesmente esqueci de fazer quando entrei no encontro (encontro é a batalha do momento, luta). #QueVergonha

2- Metajogo

Metajogo é um termo que usamos para denominar quando um jogador tem um conhecimento sobre o jogo e transfere automaticamente para o personagem, ou no meu caso, quando o mestre induz seus players. Lembrando que esses dois são distintos e tem conhecimentos diferente, como o Guilherme falou muito bem no blog Cogumelando.
"A primeira coisa que deve ficar clara é que um personagem é um ser que tem vida própria, história própria, certos padrões de pensamentos e de emoções. Outro ser totalmente diferente é o jogador, que tem a sua própria maneira de pensar e agir. O jogador deve saber separar muito bem quem ele é, e quem é o seu personagem, tal qual um ator de cinema ou de teatro o faz.Um erro muito frequente cometido por jogadores iniciantes (ou até mesmo jogadores experientes desatentos) é misturar o conhecimento que um personagem tem junto dos conhecimentos que um JOGADOR tem. São duas coisas completamente opostas que afetam bastante numa história, se misturadas!" - Guilherme Marsolla em Falando sobre RPG #10
Eu sabia da história, sabia o que era preciso fazer e o que não se deveria fazer, e em muitos momentos foi difícil não falar mais do que devia, ou até mesmo induzir os players a tomar determinadas decisões. Tive muita dificuldade e em muitos momentos percebi que estava usando de metajogo para influencia-los em momentos que não era necessário. Com certeza isso eu preciso melhorar.


3- Difícil decisão de Matar ou Ajudar o Grupo

Eu nunca fui muito boa nos dados, eles não costumam gostar de mim, mas nesse GameDay eles estavam meio que do meu lado, ou o meu karma foi transferido para os players. Hauhau

Foi muito engraçado ver eles penando para matar dois Hobgoblins, tive que segurar muito os ataques para não mata-los logo no primeiro encontro, afinal queria que a diversão continuasse. Por ser uma Gameday só tinha 3 encontros e no segundo eles escolheram justamente o caminho para o chefão, já sabendo o quanto eles tinham penado no primeiro encontro, segurei de cara os ataques e monstros do segundo encontro, mas dessa vez eles tiveram sorte nos dados e mataram o chefão sem grandes esforços. o__O Mas faltava o último desafio, salvar os reféns sem ativar a armadilha, e a partir daí que a coisa desandou.

Eles sofreram tanto com os dados que foi muito difícil de ajuda-los, eu estava acertando ataques fortes e ao mesmo tempo eles não estavam com sorte. Depois que 2 estavam abatidos e os outros não estavam conseguindo se livrar da armadilha eu tinha no meu colo a bomba da decisão: Criar algum artifício para salva-los ou seguir o roteiro e com isso acabar matando todo o grupo e falhar a operação de resgate. Esse com certeza foi a decisão mais difícil do dia, foi a escolha que mais demorei para tomar, e acabei decidindo por matar todo o grupo. =(

Esse foi o meu relato bem simplificado sobre essa minha experiência de Mestre. Se quiser ver o outro lado dessa história vai lá ler o post do Felipe - Middangeard e do Mateus - Porão da Leitura.


31/01/2016

Meus 3 Últimos Filmes Assistidos

Já teve uma época que eu assistia no mínimo 1 filme por semana, comparado com aquele tempo, hoje eu quase não assisto mais. Rsrs 

Depois que me tornei mãe esse prazer ficou mais difícil pois o meu pequeno está sempre comigo, então, tudo o que vou assistir tem que ser uma coisa leve que não tenha nenhuma cena que ele não possa ver e com isso acabo quase nunca assistindo, porque o que eu quero não é... assim... muito indicado para ele. Hauhauhau

Quando decidimos que o tema do mês seria sobre os 3 últimos filme que assistimos eu tive que pedir ajuda aos universitários, no meu caso, para o Netflix. Rsrs Vou colocar aqui em ordem do mais recente para o mais antigo, porque percebi que assim fica uma ordem do pior para o melhor.


Grace Unplugged

Aos 18 anos de idade, Grace Rose Trey é uma cantora gospel de grande sucesso em sua vizinhança e na sua igreja, onde canta todos os domingos. Seu pai, Johnny, teve uma carreira de músico e chegou a emplacar um grande sucesso décadas atrás, mas logo foi esquecido e acabou abandonando o mundo das artes para se dedicar à fé cristã. Um dia, Grace recebe a proposta de se mudar para Los Angeles e tentar a carreira como ídolo pop, ou "a nova Katy Perry", segundo o empresário Frank Mostin. Sem avisar os pais, Grace abandona o lar e parte para Los Angeles, onde suas crenças serão testadas pelo concorrido mundo do estrelato.

Esse foi o último filme que eu assisti. O enredo me chamou bastante atenção, e também era sobre música mas acabou não sendo muito bom. Ele não é de todo ruim, mas não teve muito carisma e o final foi meio sonso e previsível de um jeito que me frustou. Não é um filme que assistiria de novo.

Estrelas: 


Spirit - O Corcel Indomável

No final do século XVII em pleno Oeste norte-americano vive Spirit, um cavalo que resiste a ser domado pelo homem. Ele se apaixona por uma égua local, chamada Chuva, e desenvolve uma grande amizade com um jovem índio Lakota chamado Pequeno Rio. Juntos eles acompanham a colonização do local onde vivem, percebendo as mudanças que a chegada da civilização fazem em seu dia-a-dia.


Caraca, esse é um filme que já assisti tantas vezes que não me surpreende dele estar entre os meus últimos assistidos... Hehehe

Adoro essa animação, principalmente das músicas. Spirit é um corcel selvagem, livre e curioso que foi capturado num dos seus momentos de extrema curiosidade, mas que resiste a tudo para poder escapar e voltar à sua manada. Nesse período ele é ajudado por um índio que tenta ensinar para ele que nem todo humano é inimigo.

Destaque para a trilha sonora que foi criada pelo Bryan Adams e Hans Zimmer, que ficou espetacular.



Estrelas: 

Samurai X ou Rorouni Kenshi


Kenshin Himura (Takeru Satô) era um samurai, que trabalhava a serviço do Império, mas com o fim do xogunato e instauração do governo Meiji, ele faz a promessa de nunca mais voltar a matar. Quando ele se vê envolvido com uma série de assassinatos e negócios ilícitos relcionados a comercialização de ópio, seu compromisso é posto a prova, assim como a vida das pessoas que ele gosta.

Esse é o primeiro filme da trilogia e eu o reassisti com o intuito de fazer a maratona e terminar a trilogia, mas o meu plano falhou... Hauhauhauh (ノ><)ノ

O Filme foi baseado num mangá e o anime Samurai X fez muito sucesso nos anos 90 aqui no Brasil e nos EUA. Esse filme foi muito bem dirigido e as cenas de lutas são o ponto alto dele, coreografadas com excelência. Eu recomendo muito, se não me engano ele tem dublado e legendado no Netflix.

Estrelas: 


Agora dá uma passada lá no Middangeard e no Porão da Leitura para ver o post do tema do mês deles.
 (^_-)